Arquivado em: Rádio Z
A partir de agora você também pode participar do nosso blog e interagir conosco. Envie seu texto para o e-mail z87.5@radiozfm.org – O melhor texto da semana será publicado no nosso blog e terá direito a comentários das pessoas que acessam a nossa página. O autor de cada texto será o responsável por todas as informações e tem a liberdade de escrever o que achar interessante. Nosso objetivo é incentivar a você internauta o hábito de escrever.
Arquivado em: Rádio Z
Por Erí de Araújo
Toda vez que um determinado modelo econômico provoca uma crise mundial – e isso não vem de agora – os governantes dos países mais poderosos procuram uma saída emergente. Na maioria dos casos, a solução é injetar dinheiro público na economia – e com a última crise (2008/2009) não foi diferente.
O que se viu, em todas as partes do mundo, foi a intervenção estatal para tentar amenizar os “estragos”. Medidas são tomadas a curto e longo prazo, sem grandes preocupações em como os países mais pobres serão afetados.
Nos últimos meses, o que vimos foi um mercado incapaz de se auto-regular por completo, e que na crise “recorreu” a “mão” bem visível do Estado para se estabilizar. Logo, o governo teve que tomar a dianteira para evitar uma catástrofe.
Nos Estados Unidos, a interferência na economia se deu, principalmente, através de estímulos gerados a partir do próprio Estado por meio de planejamento e de políticas de investimento público.
Outra medida keynesiana, adotada por Obama foi a impressão de dólares para suprir as necessidades do mercado interno – principalmente de bancos e montadoras – e, com isso, evitar mais demissões. Porém, os resultados só começam a aparecer claramente quase um ano após as ações.
Agora, com o fim da crise se aproximando, o Estado aos poucos vai deixando o papel interventor assumido anteriormente. Porém, é preciso analisar quando retirar os estímulos e de que maneira isto será feito – pois, o mercado ainda não está totalmente fortalecido. Em alguns casos, será necessário manter os incentivos por mais tempo, mesmo que a dívida pública continue aumentando.
Os governos que precisaram lançar pacotes econômicos ainda permanecerão endividados, mas já tentam voltar ao modelo liberal. A livre concorrência e a lei da oferta e da procura tendem a estimular o setor econômico mais uma vez. A economia começa a retomar a premissa de “auto-regulação”, embora na prática não exista liberalismo “puro”.
Outras medidas também poderão ser tomadas para estabilizar a economia em diversos países do mundo, como o aumento de privatizações, reorganização da produção e do trabalho, ampliação do setor de serviços, ajustes fiscais e ampliação da abertura comercial, dentre outras.
Arquivado em: Rádio Z
Por Erí de Araújo
Como diz o velho ditado, a miséria é filha do subdesenvolvimento, mas o simples desenvolvimento não a faz desaparecer. Para reduzir a pobreza é necessário um estudo qualificado de ações sociais. Pobreza é viver na destituição, marginalidade e desproteção. No Brasil, essa triste realidade atinge a maior parte da população.
Vivemos numa sociedade em que faltam acesso às oportunidades de emprego e consumo, amparo público e direitos básicos de cidadania, que incluem garantias à vida e ao bem estar. Falta quase tudo para quem é pobre nesse país!
O mito da “cultura da pobreza”, segundo o qual os pobres não melhoram suas condições de vida porque não querem, desfaz-se, sempre, na dura frieza das evidências, empíricas e históricas. Impossível melhorar de condição de vida num país em que falta água potável para a maior parte da população, que dirá alimento e saneamento básico!
As coisas não melhoram porque faltam oportunidades, e quando elas surgem são acessíveis a poucos. Para sobreviver, os pobres enfrentam barreiras de todos os lados, muitos consomem a maior parte do tempo em busca de trabalho. Cuidados com a saúde, lazer, educação de qualidade não fazem parte do cotidiano dessas pessoas. As famílias dependem exclusivamente de assistência governamental, e o pior de tudo é que essa assistência nunca chega, e quando chega, é de péssima qualidade. As escolas públicas do Brasil e a saúde são exemplos dessa desordem nacional.
Se antes o problema não foi resolvido, agora com o modelo neoliberal a situação está mais complicada. Hoje, a função do Estado é manter a estabilidade monetária, o “resto” vem em segundo plano. O neoliberalismo quer um Estado sem projeto e sem espaço nacional, totalmente submisso às leis do mercado. Não quer um Estado preocupado com o bem comum de toda a população. Diante dessa realidade, quando a pobreza irá acabar? Essa é uma pergunta para a qual ainda não temos resposta.
Arquivado em: Rádio Z
Por Erí de Araújo
Desde as mais antigas civilizações, o homem buscou suas diferenças, de origem, de nacionalidade, de classe social. O reflexo dessa busca se faz presente no nosso cotidiano. A ideia de igualdade está cada vez mais distante da cultura humana. O capitalismo e a industrialização contribuem para esse isolamento.
Segundo Cristina Costa, em seu livro Sociologia: introdução à ciência da sociedade, o princípio da maioria nasceu com a democracia na Grécia. Em Atenas, excluindo-se os escravos, os estrangeiros, os artesãos, os comerciantes, as mulheres e os menores de 18 anos, os demais eram considerados cidadãos. Será que mudou muita coisa no momento atual?
A maioria da população no mundo contemporâneo ainda enfrenta essa situação. As leis incluem o indivíduo na sociedade, mas a realidade é bem diferente. As pessoas continuam sem trabalho, sem escola de qualidade e sem saúde.
“As minorias foram, muitas vezes, desconsideradas pelos regimes representativos, pelos levantamentos estatísticos e pelos interesses políticos”, afirma Cristina. Vou ao encontro com o pensamento da autora, o que vemos hoje é uma sociedade violentada pela discriminação. Algumas conquistas aconteceram ao longo do tempo, mas o negro, a mulher, os homossexuais, os sem-terra, os sem-teto, os deficientes continuam lutando para que seus direitos sejam reconhecidos.
Desconsideradas pelos interesses da mídia, dos políticos, dos levantamentos estatísticos, as minorias saem nas ruas em busca de seus objetivos. Organizam-se, fazem reivindicações e manifestações e acabam, algumas vezes, mudando o comportamento e denunciando antigos preconceitos até então existentes na sociedade.
São as mulheres que lutam por condições de igualdade, os sem-terra que buscam assentamento, os gays que reivindicam liberdade. Nada disso está distante do nosso cotidiano, mas, na maioria das vezes, fechamos os olhos para essas situações. Só percebemos o problema quando ele nos afeta.
Arquivado em: Rádio Z
Por Pâmela Alves
Quantos amigos passam em sua vida sem que você ao menos cogite a possibilidade de amá-lo de forma carnal?
Quantas pessoas passam diariamente por você sem que sua presença seja notada?
Quantas vezes você senta ao lado de seu melhor amigo e por horas conversa assuntos normais e anormais?
Quantas vezes você abraça e beija seus amigos sem se importar com o que os outros estão pensando?
Mas então um belo dia uma coisa chamada química faz o pólo de seu universo entrar em rotação, procurando o eixo que você acreditava que não existia.
E então você começa a pensar que aquilo é estranho demais pra você, que milhares de amigos passaram por sua vida e você jamais cogitou olhar para eles com olhos maliciosos.
Mas não é ai que as coisas mudam, você só percebe que o que sente é diferente quando começa a se sentir o rosto irrigar em um sangue ardente, sua cabeça baixar toda vez que encontra seus olhos nos dele, suas mãos suarem e tremer com sua presença.
E por um tempo o desequilíbrio de seu mundo ainda esta abalado, mas você já sente o pólo puxar inadequadamente para um lado que você não esperava.
E aí todas as ligações de carbono que a mantiveram viva, parecem estúpidas e arrogantes quando você percebe que somente aquela ligação, aquele único filete de sentimento é capaz de te levar do êxtase ao fundo profundo da rejeição.
E o medo dela a faz imaginar e sonhar, e o amor permanece guardado e mais, escondido em você, talvez porque a química não exista de verdade, ou talvez porque temos medo das combinações que elas podem causar.
Arquivado em: Rádio Z
Por Erisvaldo de Araújo
O movimento expressionista se caracteriza pela expressão de grandes emoções que se dá por meio da pintura, poesia, teatro, cinema, música, literatura, permitindo ao artista revelar seus sentimentos utilizando a arte. As obras não têm preocupação com o padrão de beleza tradicional, rompendo com as academias de arte e com o impressionismo.
O artista expressionista exibe um enfoque pessimista da vida, que é marcado pela dor, angústia e, muitas vezes, denuncia problemas sociais. Vincent Van Gogh, pintor holandês e principal precursor do movimento, trabalha com cores fortes, traços marcantes, formas distorcidas e dramáticas.
O filme “O Gabinete do Dr. Caligari” traz vários exemplos do movimento expressionista no cinema, como ângulos irregulares nos cenários, maquiagem forte, sombras, gestos exagerados, formas estranhas e expressões intensas. A película mostra o exagero na interpretação dos atores e o contraste de luz. Outras características do expressionismo também aparecem na narrativa, como as roupas escuras vestidas pelos personagens, as paredes curvas do cenário e as ruas tortas.
Já nas artes plásticas, o movimento expressionista recria o mundo e permite ao artista transmitir suas emoções por meio de pinceladas e do uso exagerado de cores, ou seja, o que vai para tela é o que o artista sente no momento. Problemas sociais e políticos também são retratados no expressionismo, como nas obras do mexicano Diego Rivera que se destacam dentro dessa temática. Outro exemplo de como o artista expressa sua angústia e sua tristeza é o painel “Guernica”, de Pablo Picasso, que retrata o bombardeio da cidade de Guernica por aviões alemães durante a Guerra Civil Espanhola.
Tanto no cinema quanto nas artes plásticas, as obras revelam um distanciamento da pintura acadêmica, uso de cores fortes e enfoque pessimista da vida. As tendências para o extremo e o exagero, a intensidade de emoções e a subjetividade são marcantes no movimento expressionista.
Arquivado em: Rádio Z
Por Erisvaldo de Araújo
Como diz o velho ditado, a miséria é filha do subdesenvolvimento, mas não é qualquer modo de desenvolvimento que a faz desaparecer. Para reduzir a desigualdade é necessário um estudo qualificado de ações sociais. De acordo com alguns autores estudiosos sobre o assunto, “pobreza é viver na destituição, marginalidade e desproteção”. No Brasil, essa triste realidade atinge a maior parte da população.
Vivemos numa sociedade que falta acesso às oportunidades de emprego e consumo, falta amparo público, falta direitos básicos de cidadania, que incluem garantias à vida e ao bem estar. Falta quase tudo para quem é pobre nesse país!
O mito da “cultura da pobreza”, segundo o qual os pobres não melhoram suas condições de vida porque não querem, desfaz-se, sempre, na dura frieza das evidências, empíricas e históricas. Impossível melhorar de condição de vida num país que falta água potável para a maioria da população, imagine alimento e saneamento básico.
As coisas não melhoram porque faltam oportunidades e quando elas surgem são menos acessíveis. Para sobreviver, os pobres enfrentam barreiras de todos os lados, muitos consomem a maior parte do tempo em busca de trabalho. Cuidado com a saúde, lazer, educação de qualidade são coisas que não fazem parte do cotidiano dessas pessoas. As famílias dependem exclusivamente de assistência governamental, o pior de tudo é que essa assistência nunca chega, e quando chega é de péssima qualidade. As escolas públicas do Brasil e a saúde são exemplos dessa desordem nacional.
Se antes o problema não foi resolvido, agora com o modelo neoliberal a situação está mais complicada. Hoje, a função do Estado é manter a estabilidade monetária, “o resto é que se dane”. O neoliberalismo quer um Estado sem projeto e sem espaço nacional, totalmente submisso às leis do mercado. Não quer um Estado preocupado com o bem comum de toda a população. Diante dessa realidade, quando a desigualdade irá acabar? Essa é uma pergunta que ainda não temos resposta.
Arquivado em: Rádio Z

Foto Adriano Ileke
Na contemporaneidade, o Jornalismo Cidadão tem ganhado força. Vários meios estão contribuindo para esse crescimento, como a internet, a popularização dos celulares com câmeras digitais, além de outras novas tecnologias.
É inegável que as novas tecnologias facilitam o acesso das pessoas a um número maior de informação. Por outro lado, exige tanto do leitor quanto do produtor da informação um cuidado especial ao passar a notícia. A veracidade dos fatos independe do veículo ao qual está sendo publicado.
Para os adeptos e ativistas desta prática, “o Jornalismo Cidadão é uma chance de democratizar a informação, a partir do momento em que qualquer pessoa teria acesso à mídia, não apenas como leitor ou espectador, mas colaborando na produção do material veiculado”. O perigo dessa facilidade que a mídia oferece atualmente pode afetar a qualidade da informação.
Conforme argumento de Ana Carmem e Roberto Romano, a produção de notícias nesse novo universo do Jornalismo Cidadão, não exclui a formação de jornalistas profissionais, acrescenta a ela a contribuição de cidadãos jornalistas, leigos que são testemunhas de fatos importantes. Concordo com os questionamentos dos autores, a participação do público independente de ser ou não jornalista é importante, mas requer muito cuidado, até porque não se pode brincar com notícia.
Diante da proliferação de divulgação que são lançadas a cada segundo nos websites, blogs, flogs, podcasts, cabe ao jornalista ser criterioso no momento da produção, principalmente nos websites onde as notícias são totalmente alimentadas pelos usuários.
A liberdade de expressão não deve ser interpretada como falta de qualidade na notícia. A veracidade dos fatos é o que irá diferenciar a busca de cada leitor, mantendo-o fiel naquele referido meio de comunicação. Por essa razão, o jornal impresso continua sendo respeitado por sua responsabilidade ao passar a informação.
Uma palavra-chave para definir Jornalismo Cidadão no mundo pós-moderno é interdisciplinaridade. Ele está presente em todas as partes, permitindo ao indivíduo o acesso ao noticiário em qualquer lugar que ele esteja. Um exemplo do nosso cotidiano são as pessoas que ligam para as rádios passando informação do trânsito.
Segundo estudos de Alzira Alves de Abreu, na década de 1990, houve um aumento considerável do número de jornais que abriram espaço para reivindicações dos leitores e houve também um aumento do número de usuários das colunas ou páginas de serviços. Alzira ainda afirma em sua pesquisa que os jornais populares como o Extra e O Dia, no Rio de Janeiro, o Diário Popular, em São Paulo, e os grandes jornais, como O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil, estão voltados para o atendimento das reivindicações dos leitores. Outra modificação importante se observa na linguagem, que se tornou sóbria direta e objetiva.
No entanto, para a maior parte dos teóricos, esse não é um exemplo real de Jornalismo Cidadão, apenas um aproveitamento comercial do material gerado por leitores. No caso da internet, isso ainda é mais perigoso, porque na maioria das vezes nunca sabemos quem é a fonte. Atualmente, não só o impresso permite as pessoas exporem suas opiniões, a internet penetra com mais facilidade por esse campo. A agilidade da informação ultrapassa qualquer fronteira em questão de segundos. O que se passa na Oceania você acompanhada dentro da sua casa no Brasil, basta um click na internet.
Acompanhado desse crescimento tecnológico, o mercado também se expandiu. O Jornalismo Online é um grande exemplo desse mercado. O profissional tem que está preparado para dominar essas ferramentas. Não basta só escrever, tem que está habilitado para ser multimídia. Mesmo com essa enorme pluralidade que as novas tecnologias permitem, cabem as empresas e os profissionais checarem todas as informações ao serem divulgadas.
Arquivado em: Rádio Z

Foto Adriano Ileke
Com o início do ano legislativo e a retomada das sessões ordinárias da Câmara de Vereadores a Rádio Z FM começou um novo trabalho. A transmissão ao vivo das sessões. Esta é uma iniciativa que visa propiciar à população, que não pode ir até a Câmara, a oportunidade de acompanhar integralmente a reunião do legislativo. Além disto, desejamos que você faça a sua avaliação. Deixe o seu comentário e conte com mais uma ferramenta para interagir com este veículo de comunicação que converge para uma Central de Informação Local. Deixe o seu comentário.
Obrigado!