Blog Rádio Z FM – Essa é legal


Será que a crise financeira acabou?

Posted in Rádio Z por Rádio Z FM em quarta-feira, 25 nov, 2009

Por Erí de Araújo

Toda vez que um determinado modelo econômico provoca uma crise mundial – e isso não vem de agora – os governantes dos países mais poderosos procuram uma saída emergente. Na maioria dos casos, a solução é injetar dinheiro público na economia – e com a última crise (2008/2009) não foi diferente.

O que se viu, em todas as partes do mundo, foi a intervenção estatal para tentar amenizar os “estragos”. Medidas são tomadas a curto e longo prazo, sem grandes preocupações em como os países mais pobres serão afetados.

Nos últimos meses, o que vimos foi um mercado incapaz de se auto-regular por completo, e que na crise “recorreu” a “mão” bem visível do Estado para se estabilizar. Logo, o governo teve que tomar a dianteira para evitar uma catástrofe.  

Nos Estados Unidos, a interferência na economia se deu, principalmente, através de estímulos gerados a partir do próprio Estado por meio de planejamento e de políticas de investimento público.

Outra medida keynesiana, adotada por Obama foi a impressão de dólares para suprir as necessidades do mercado interno – principalmente de bancos e montadoras – e, com isso, evitar mais demissões. Porém, os resultados só começam a aparecer claramente quase um ano após as ações.    

Agora, com o fim da crise se aproximando, o Estado aos poucos vai deixando o papel interventor assumido anteriormente. Porém, é preciso analisar quando retirar os estímulos e de que maneira isto será feito – pois, o mercado ainda não está totalmente fortalecido. Em alguns casos, será necessário manter os incentivos por mais tempo, mesmo que a dívida pública continue aumentando.  

 Os governos que precisaram lançar pacotes econômicos ainda permanecerão endividados, mas já tentam voltar ao modelo liberal. A livre concorrência e a lei da oferta e da procura tendem a estimular o setor econômico mais uma vez. A economia começa a retomar a premissa de “auto-regulação”, embora na prática não exista liberalismo “puro”.

Outras medidas também poderão ser tomadas para estabilizar a economia em diversos países do mundo, como o aumento de privatizações, reorganização da produção e do trabalho, ampliação do setor de serviços, ajustes fiscais e ampliação da abertura comercial, dentre outras.

Anúncios

Minorias políticas

Posted in Rádio Z por Rádio Z FM em quinta-feira, 16 jul, 2009

Por Erí de Araújo

Desde as mais antigas civilizações, o homem buscou suas diferenças, de origem, de nacionalidade, de classe social.  O reflexo dessa busca se faz presente no nosso cotidiano. A ideia de igualdade está cada vez mais distante da cultura humana. O capitalismo e a industrialização contribuem para esse isolamento.

Segundo Cristina Costa, em seu livro Sociologia: introdução à ciência da sociedade, o princípio da maioria nasceu com a democracia na Grécia. Em Atenas, excluindo-se os escravos, os estrangeiros, os artesãos, os comerciantes, as mulheres e os menores de 18 anos, os demais eram considerados cidadãos. Será que mudou muita coisa no momento atual?

A maioria da população no mundo contemporâneo ainda enfrenta essa situação. As leis incluem o indivíduo na sociedade, mas a realidade é bem diferente. As pessoas continuam sem trabalho, sem escola de qualidade e sem saúde.

“As minorias foram, muitas vezes, desconsideradas pelos regimes representativos, pelos levantamentos estatísticos e pelos interesses políticos”, afirma Cristina. Vou ao encontro com o pensamento da autora, o que vemos hoje é uma sociedade violentada pela discriminação. Algumas conquistas aconteceram ao longo do tempo, mas o negro, a mulher, os homossexuais, os sem-terra, os sem-teto, os deficientes continuam lutando para que seus direitos sejam reconhecidos.

Desconsideradas pelos interesses da mídia, dos políticos, dos levantamentos estatísticos, as minorias saem nas ruas em busca de seus objetivos. Organizam-se, fazem reivindicações e manifestações e acabam, algumas vezes, mudando o comportamento e denunciando antigos preconceitos até então existentes na sociedade.

São as mulheres que lutam por condições de igualdade, os sem-terra que buscam assentamento, os gays que reivindicam liberdade. Nada disso está distante do nosso cotidiano, mas, na maioria das vezes, fechamos os olhos para essas situações. Só percebemos o problema quando ele nos afeta.

Química?

Posted in Rádio Z por Rádio Z FM em sexta-feira, 22 maio, 2009

Por Pâmela Alves

Quantos amigos passam em sua vida sem que você ao menos cogite a possibilidade de amá-lo de forma carnal?

Quantas pessoas passam diariamente por você sem que sua presença seja notada?

Quantas vezes você senta ao lado de seu melhor amigo e por horas conversa assuntos normais e anormais?

Quantas vezes você abraça e beija seus amigos sem se importar com o que os outros estão pensando?

Mas então um belo dia uma coisa chamada química faz o pólo de seu universo entrar em rotação, procurando o eixo que você acreditava que não existia.

E então você começa a pensar que aquilo é estranho demais pra você, que milhares de amigos passaram por sua vida e você jamais cogitou olhar para eles com olhos maliciosos.

Mas não é ai que as coisas mudam, você só percebe que o que sente é diferente quando começa a se sentir o rosto irrigar em um sangue ardente, sua cabeça baixar toda vez que encontra seus olhos nos dele, suas mãos suarem e tremer com sua presença.

E por um tempo o desequilíbrio de seu mundo ainda esta abalado, mas você já sente o pólo puxar inadequadamente para um lado que você não esperava.

E aí todas as ligações de carbono que a mantiveram viva, parecem estúpidas e arrogantes quando você percebe que somente aquela ligação, aquele único filete de sentimento é capaz de te levar do êxtase ao fundo profundo da rejeição.

E o medo dela a faz imaginar e sonhar, e o amor permanece guardado e mais, escondido em você, talvez porque a química não exista de verdade, ou talvez porque temos medo das combinações que elas podem causar.

Expressionismo

Posted in Rádio Z por Rádio Z FM em sexta-feira, 15 maio, 2009

Por Erí de Araújo

O movimento expressionista se caracteriza pela expressão de grandes emoções que se dá por meio da pintura, poesia, teatro, cinema, música, literatura, permitindo ao artista revelar seus sentimentos utilizando a arte. As obras não têm preocupação com o padrão de beleza tradicional, rompendo com as academias de arte e com o impressionismo.

O artista expressionista exibe um enfoque pessimista da vida, que é marcado pela dor, angústia e, muitas vezes, denuncia problemas sociais. Vincent Van Gogh, pintor holandês e principal precursor do movimento, trabalha com cores fortes, traços marcantes, formas distorcidas e dramáticas.

O filme “O Gabinete do Dr. Caligari” traz vários exemplos do movimento expressionista no cinema, como ângulos irregulares nos cenários, maquiagem forte, sombras, gestos exagerados, formas estranhas e expressões intensas. A película mostra o exagero na interpretação dos atores e o contraste de luz.  Outras características do expressionismo também aparecem na narrativa, como as roupas escuras vestidas pelos personagens, as paredes curvas do cenário e as ruas tortas.

Já nas artes plásticas, o movimento expressionista recria o mundo e permite ao artista transmitir suas emoções por meio de pinceladas e do uso exagerado de cores, ou seja, o que vai para tela é o que o artista sente no momento. Problemas sociais e políticos também são retratados no expressionismo, como nas obras do mexicano Diego Rivera que se destacam dentro dessa temática. Outro exemplo de como o artista expressa sua angústia e sua tristeza é o painel “Guernica”, de Pablo Picasso, que retrata o bombardeio da cidade de Guernica por aviões alemães durante a Guerra Civil Espanhola.

Tanto no cinema quanto nas artes plásticas, as obras revelam um distanciamento da pintura acadêmica, uso de cores fortes e enfoque pessimista da vida. As tendências para o extremo e o exagero, a intensidade de emoções e a subjetividade são marcantes no movimento expressionista.

Os efeitos do neoliberalismo na sociedade

Posted in Rádio Z por Rádio Z FM em sexta-feira, 24 abr, 2009

Por Erí de Araújo

Como diz o velho ditado, a miséria é filha do subdesenvolvimento, mas não é qualquer modo de desenvolvimento que a faz desaparecer. Para reduzir a desigualdade é necessário um estudo qualificado de ações sociais. De acordo com alguns autores estudiosos sobre o assunto, “pobreza é viver na destituição, marginalidade e desproteção”. No Brasil, essa triste realidade atinge a maior parte da população.

Vivemos numa sociedade que falta acesso às oportunidades de emprego e consumo, falta amparo público, falta direitos básicos de cidadania, que incluem garantias à vida e ao bem estar. Falta quase tudo para quem é pobre nesse país!

O mito da “cultura da pobreza”, segundo o qual os pobres não melhoram suas condições de vida porque não querem, desfaz-se, sempre, na dura frieza das evidências, empíricas e históricas. Impossível melhorar de condição de vida num país que falta água potável para a maioria da população, imagine alimento e saneamento básico.

As coisas não melhoram porque faltam oportunidades e quando elas surgem são menos acessíveis. Para sobreviver, os pobres enfrentam barreiras de todos os lados, muitos consomem a maior parte do tempo em busca de trabalho. Cuidado com a saúde, lazer, educação de qualidade são coisas que não fazem parte do cotidiano dessas pessoas. As famílias dependem exclusivamente de assistência governamental, o pior de tudo é que essa assistência nunca chega, e quando chega é de péssima qualidade. As escolas públicas do Brasil e a saúde são exemplos dessa desordem nacional.

Se antes o problema não foi resolvido, agora com o modelo neoliberal a situação está mais complicada. Hoje, a função do Estado é manter a estabilidade monetária, “o resto é que se dane”. O neoliberalismo quer um Estado sem projeto e sem espaço nacional, totalmente submisso às leis do mercado. Não quer um Estado preocupado com o bem comum de toda a população. Diante dessa realidade, quando a desigualdade irá acabar? Essa é uma pergunta que ainda não temos resposta.

Próxima Página »

%d blogueiros gostam disto: