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Rádio Z FM também foi vítima das chuvas… E agora José?

Posted in Chuvas por Rádio Z FM em terça-feira, 25 jan, 2011
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Eram mais ou menos 7 horas da noite de terça-feira, dia 4 de janeiro.

Aqui no estúdio da Z FM ouvi barulhos de helicópteros sobrevoando nosso querido Jardim Zaíra.

Logo percebi que havia algo diferente no ar, pois eles, os helicópteros, só aparecem por aqui quando perseguem algum ladrão, ou então quando acontece alguma tragédia.

É lógico: “caramba”… acordei!

Já estava chovendo há alguns dias e como conheço o Zaíra, principalmente a área do Chafick, desde criança, na hora caiu a ficha: aconteceu alguma tragédia naquele local!

Em seguida o telefone da rádio tocou. Era um amigo, dizendo que o morro desceu e matou duas pessoas: mãe e filho, e que outras duas haviam sido internadas.

Realmente mais uma vez os “urubus midiáticos” (os helicópteros dos grandes veículos de comunicação), sobrevoavam a área do Chafick Sadek (área do Macuco), pois surgia mais uma oportunidade de desgraça para abrilhantarem seus jornais sensacionalistas.

Antes mesmo de ir até o Macuco para verificar o que acontecia, um raio daqueles que balança a casa toda caiu na rádio queimando transmissor e praticamente todos os outros equipamentos. CHOREI de tristeza, pois sabia que a rádio poderia contribuir naquele momento difícil e então me veio à mente o texto de Carlos Drummond de Andrade, da obra “A rosa do povo”, “José”, também musicado por Paulo Diniz em 1973 com o título “E agora José”.

No caso de Mauá, algumas perguntas continuam sem respostas: “E agora prefeito, vereadores e autoridades do município? Até quando a população terá que pagar com vidas e bens materiais o acúmulo de erros históricos? E agora população atingida ou em ‘vias de’?”

Tudo começou no início dos anos 1950. Ao que parece, juntamente com a emancipação do município de Mauá, deu-se início ao loteamento que foi denominado como Jardim Zaíra, com área total de aproximadamente 5,3 milhões de metros quadrados.

Zaíra, na verdade, era o nome de uma integrante da família Chafick Sadek, que era proprietária da área total na época.

De lá para cá, a ocupação só aumentou, principalmente após o fim do chamado “milagre econômico” e da crise do fim do regime militar, agravada com a mundialmente conhecida “crise do petróleo” no início da década de 80: famílias empobrecidas pela crise e sem condições de pagarem alugueis foram expulsas das melhores cidades, tanto do ABC como de cidades da Grande São Paulo. Para cá vieram e encontraram terreno fértil para edificarem seus lares. Construíram suas casas em áreas de risco e descaracterizaram o meio ambiente, principalmente com desmatamento.

A família Chafick ou Sadeck incentivou e permitiu a instalação de moradias em área remanescente de mais de 1,3 milhão de metros quadrados, onde não se permitiria jamais loteamento considerando sua topografia demasiadamente acentuada e considerada por legislação como área especial sem permissão de ser loteada. No fim, lucraram com isso e contribuíram para que essas tragédias continuem acontecendo.

Por outro lado, o interesse político eleitoral e a necessidade provocada também levaram algumas melhorias para a região: escolas, posto de saúde, asfalto para algumas ruas, energia elétrica em quase toda a área e até um pouco de captação de esgoto, porém medidas preventivas são muito tímidas e quase inexistem.

No longo prazo, a resposta vem sendo dada pela natureza que, não se enganem, também ocupa o papel de vítima.

Inundações, mortes, desabamentos e centenas de desabrigados são o saldo deixado pela catástrofe natural nesses últimos dias e também nas últimas décadas.

O que aconteceu naquela terça-feira não preciso dizer, pois todas as grandes emissoras, ou melhor, os “urubus midiáticos”, falaram. Mostraram as tragédias e fizeram chorar os sofredores para que, com isso, angariassem mais alguns pontinhos no Ibope. E agora, grande imprensa, será que contribuíram para a solução do problema? Com certeza não, pois eles foram embora e sobrou para o povo a destruição e os prejuízos e, para o poder público local, a tarefa não feita em tantos anos.

Nesta sexta-feira, dia 21 de janeiro, resolvi caminhar mais uma vez pelo Jardim Zaíra. Até então, os “urubus midiáticos” que se dizem jornalistas desapareceram e a população tenta voltar à rotina, mas entulho e lama continuam presentes em quase todo o bairro, embora população e prefeitura trabalhem dia e noite para removê-los.

Em meio à destruição, os moradores limpam a frente de suas casas e até mesmo a rua onde residem. O que se vê no local é muito estrago, mas a dedicação de  voluntários é essencial para amenizar o sofrimento das pessoas que perderam tudo com as enchentes. Somos um povo solidário, mas o que me assusta é o poder de nos unirmos muito mais nas desgraças do que na organização para preveni-las.

Acredito que boa parte da cidade mauaense teve prejuízos com as fortes chuvas. Os estúdios da Rádio Z FM também foram atingidos. Vários equipamentos foram queimados com as descargas elétricas de raios e más condições da rede da Eletropaulo e da Telefônica, por essa razão não foi possível fazer uma cobertura mais abrangente para os nossos ouvintes, mas nada disso tem importância quando comparamos com o sofrimento daqueles que perderam tudo, inclusive familiares.

 

E AGORA JOSÉ?

 

Acreditamos que a solução seria construirmos um pacto para discussão e solução das áreas consideradas de alta vulnerabilidade em nossa cidade.

Tenham certeza de uma coisa, a Rádio Z FM está de volta e abre seus microfones para nossa comunidade.

Tenham certeza de uma coisa, a Rádio Z FM está de volta e abre seus microfones para nossa comunidade.
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Quem sorriu e quem chorou em 2010

Posted in Recordar é viver por Rádio Z FM em sexta-feira, 17 dez, 2010
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por Erí de Araújo

É sempre assim, todo mês de dezembro as pessoas resolvem fazer um balanço do ano que se vai e renovam as esperanças para o ano que vem. E esse ano não será diferente.

Para muitas pessoas 2010 foi um ano “mara”, como costuma brincar o personagem Seu Ladir, da série Toma Lá Dá Cá. Mas nem todos tiveram um ano “mara”. Para alguns, o problema foi a falta de dinheiro, já para outros faltou muita coisa, além da grana: a tão sonhada sorte.

Não é todo mundo que consegue “dindim” e sorte ao mesmo tempo. Essa façanha é para poucos, que o diga o canadense Justin Bieber. Mas não foi só o Canadá que exportou talento para o mundo musical, o Brasil também. Nunca antes na história deste País um brasileiro lotou o Madison Square Garden em Nova Iorque, quiçá fez um show ali. Mas Ivete Sangalo conseguiu. Palmas para ela.

Ainda no campo da música no Brasil, o ano de 2010 foram deles: Fiuk e Luan Santana. Os dois jovens artistas arrancam suspiros das fãs por onde quer que passem. Outro fenômeno é o chamado sertanejo universitário, que vem dominando as paradas de sucessos e ganhando público. Todo mundo entrou na onda. São tantas duplas que se eu for citar passarei horas escrevendo.

Quem andou sorrindo também durante esse ano foi a belíssima Cleo Pires. Foi a mulher mais desejada pelos homens de norte a sul do Brasil. Seu ensaio fotográfico na Playboy foi um sucesso de vendas. Não tão bela quanto a filha de Fábio Jr., a Geisy Arruda também foi destaque na revista Sexy. Como veio ao mundo, a garota do vestido rosa da Uniban elevou a temperatura de muitos marmanjos e a edição em que foi capa bateu o recorde de vendas dos últimos três anos. A ex-participante da Fazenda 3 desbancou a bela Viviane Araújo.

Já na TV, o destaque é a atriz estreante Mayana Moura, que interpreta a estilista Melina Gouveia na novela Passione. Outro destaque da trama de Silvio de Abreu é a atriz Irene Ravache, que deu vida a divertidíssima Clotilde Yolanda Souza e Silva, a Clô. Vale a pena lembrar que Bruno Gagliasso, Mariana Ximenes, Gabriela Duarte e Maitê Proença também vão bem no folhetim. A grande decepção é Carolina Dieckmann – que até o momento não se encontrou na novela. O ibope da trama não é lá essas coisas, mas tem bons atores. Em se tratando de novela, a boa audiência fica por conta do remake Tititi, que conseguiu levantar o ibope depois da grande decepção que foi Tempos Modernos. E quando falamos em Tititi não podemos esquecer de Cláudia Raia – sem comentários a sua atuação. Alexandre Borges também é sensacional.

O ano que termina não foi lá essas coisas para o desgastado Casseta e Planeta, que não faz mais ninguém rir, passou do tempo de tirar do ar. Os programas de auditório continuam a mesma coisa, todos correndo atrás do ibope. Nada de novo, tudo cópia. Bom mesmo é a série As Cariocas – que além de trazer um bom elenco, o texto é sensacional. Já no jornalismo, nada tão impactante a não ser a guerra de audiência entre o Fantástico e o Domingo Espetacular. O que nos resta é esperar os próximos capítulos para saber quem pode mais.

Quando o assunto é política, o ano de 2010 foi totalmente delas: Dilma Rousseff e Marina Silva. Os livros de história do Brasil não serão mais os mesmos e terão que incluir a trajetória dessas mulheres. Mas a grande protagonista dos últimos tempos foi mesmo a Dilma. Mérito para ela que venceu o preconceito e a pressão dos meios de comunicação. Enquanto Dilma Rousseff sorriu, Serra voltou a chorar e, chorou chorando. O tucano não foi o único nome do PSDB que se deu mal nas urnas: Tasso Jereissati e Arthur Virgílio também foram derrotados e resolveram dividir o mesmo lenço com Serra. Lamento!

Ainda no campo da política, 2010 foi mesmo o ano das grandes surpresas e surgiu no cenário nacional um tal de Índio da Costa Neto. Se não fosse o Google, até hoje ninguém sabia quem era o cara. Quem é mesmo? Se você não sabe, melhor pesquisar. Mas a maior surpresa foi a votação esmagadora recebida por Tiririca nas urnas. Não considero quem votou no palhaço um bando de “abestado”. O voto é livre e tem que ser respeitado, afinal, vivemos em uma democracia. Vamos esperar para saber seu desempenho na Câmara.

Assim como a política, outro assunto que domina o dia a dia das pessoas é o futebol, mas 2010 foi uma grande decepção para nós brasileiros. A Copa do Mundo realizada na África foi uma vergonha nacional, mas eu já sabia. Nada do que aconteceu foi surpresa, Dunga pensou que arrogância ganharia título. O melhor do Mundial foi o “cala boca Galvão”. Outra decepção foi o Corinthians, que no ano do centenário não levou nada – só chacota dos adversários. E falando em vexame, não poderia deixar de registrar aqui o triste fim do meu Vitória na primeira divisão. O pior de tudo é que o Bahia voltou a elite do futebol brasileiro. O efeito elevador foi cruel para nós rubro-negros: o Vitória desceu, o Bahia subiu. Já o Fluminense foi a bola da vez, depois de 26 anos, levantou a tão sonhada taça do Brasileirão.

Infelizmente o ano que se vai não teve apenas coisas boas e situações engraçadas, tragédias também aconteceram e não foram poucas: as enchentes que devastaram várias cidades em Pernambuco e Alagoas, terremotos no Chile e no Haiti. A natureza continua surpreendendo a todo instante. Barbáries também marcaram os últimos 12 meses, como o desaparecimento da ex-amante do goleiro Bruno, do Flamengo, e a morte da advogada Mércia Nakashima. Outras tragédias aconteceram, mas vamos tentar esquecê-las.

Como já falei de muita gente e também o que não devia, agora chegou a vez de puxar a sardinha para mim mesmo, também sou humano, só não sou famoso. O ano de 2010 foi mais positivo do que negativo. Conheci amigos maravilhosos que valem mais do que dinheiro na poupança. Meu colega de trabalho Rafael Brito, que também não faz parte do mundo das celebridades, é um dos grandes amigos que conquistei nessa temporada. Não posso esquecer da nossa recepcionista Raquel Pinto, que nos atende tão bem aqui na rádio. São amizades assim que nos faz crescer como pessoa e como ser humano.

Que as pessoas em 2011 tenham o mesmo espírito de irmandade como tiveram no resgate dos 33 mineiros no Chile. Esse sim foi o grande acontecimento do ano que termina.

Será que a crise financeira acabou?

Posted in Rádio Z por Rádio Z FM em quarta-feira, 25 nov, 2009

Por Erí de Araújo

Toda vez que um determinado modelo econômico provoca uma crise mundial – e isso não vem de agora – os governantes dos países mais poderosos procuram uma saída emergente. Na maioria dos casos, a solução é injetar dinheiro público na economia – e com a última crise (2008/2009) não foi diferente.

O que se viu, em todas as partes do mundo, foi a intervenção estatal para tentar amenizar os “estragos”. Medidas são tomadas a curto e longo prazo, sem grandes preocupações em como os países mais pobres serão afetados.

Nos últimos meses, o que vimos foi um mercado incapaz de se auto-regular por completo, e que na crise “recorreu” a “mão” bem visível do Estado para se estabilizar. Logo, o governo teve que tomar a dianteira para evitar uma catástrofe.  

Nos Estados Unidos, a interferência na economia se deu, principalmente, através de estímulos gerados a partir do próprio Estado por meio de planejamento e de políticas de investimento público.

Outra medida keynesiana, adotada por Obama foi a impressão de dólares para suprir as necessidades do mercado interno – principalmente de bancos e montadoras – e, com isso, evitar mais demissões. Porém, os resultados só começam a aparecer claramente quase um ano após as ações.    

Agora, com o fim da crise se aproximando, o Estado aos poucos vai deixando o papel interventor assumido anteriormente. Porém, é preciso analisar quando retirar os estímulos e de que maneira isto será feito – pois, o mercado ainda não está totalmente fortalecido. Em alguns casos, será necessário manter os incentivos por mais tempo, mesmo que a dívida pública continue aumentando.  

 Os governos que precisaram lançar pacotes econômicos ainda permanecerão endividados, mas já tentam voltar ao modelo liberal. A livre concorrência e a lei da oferta e da procura tendem a estimular o setor econômico mais uma vez. A economia começa a retomar a premissa de “auto-regulação”, embora na prática não exista liberalismo “puro”.

Outras medidas também poderão ser tomadas para estabilizar a economia em diversos países do mundo, como o aumento de privatizações, reorganização da produção e do trabalho, ampliação do setor de serviços, ajustes fiscais e ampliação da abertura comercial, dentre outras.

Minorias políticas

Posted in Rádio Z por Rádio Z FM em quinta-feira, 16 jul, 2009

Por Erí de Araújo

Desde as mais antigas civilizações, o homem buscou suas diferenças, de origem, de nacionalidade, de classe social.  O reflexo dessa busca se faz presente no nosso cotidiano. A ideia de igualdade está cada vez mais distante da cultura humana. O capitalismo e a industrialização contribuem para esse isolamento.

Segundo Cristina Costa, em seu livro Sociologia: introdução à ciência da sociedade, o princípio da maioria nasceu com a democracia na Grécia. Em Atenas, excluindo-se os escravos, os estrangeiros, os artesãos, os comerciantes, as mulheres e os menores de 18 anos, os demais eram considerados cidadãos. Será que mudou muita coisa no momento atual?

A maioria da população no mundo contemporâneo ainda enfrenta essa situação. As leis incluem o indivíduo na sociedade, mas a realidade é bem diferente. As pessoas continuam sem trabalho, sem escola de qualidade e sem saúde.

“As minorias foram, muitas vezes, desconsideradas pelos regimes representativos, pelos levantamentos estatísticos e pelos interesses políticos”, afirma Cristina. Vou ao encontro com o pensamento da autora, o que vemos hoje é uma sociedade violentada pela discriminação. Algumas conquistas aconteceram ao longo do tempo, mas o negro, a mulher, os homossexuais, os sem-terra, os sem-teto, os deficientes continuam lutando para que seus direitos sejam reconhecidos.

Desconsideradas pelos interesses da mídia, dos políticos, dos levantamentos estatísticos, as minorias saem nas ruas em busca de seus objetivos. Organizam-se, fazem reivindicações e manifestações e acabam, algumas vezes, mudando o comportamento e denunciando antigos preconceitos até então existentes na sociedade.

São as mulheres que lutam por condições de igualdade, os sem-terra que buscam assentamento, os gays que reivindicam liberdade. Nada disso está distante do nosso cotidiano, mas, na maioria das vezes, fechamos os olhos para essas situações. Só percebemos o problema quando ele nos afeta.

Química?

Posted in Rádio Z por Rádio Z FM em sexta-feira, 22 maio, 2009

Por Pâmela Alves

Quantos amigos passam em sua vida sem que você ao menos cogite a possibilidade de amá-lo de forma carnal?

Quantas pessoas passam diariamente por você sem que sua presença seja notada?

Quantas vezes você senta ao lado de seu melhor amigo e por horas conversa assuntos normais e anormais?

Quantas vezes você abraça e beija seus amigos sem se importar com o que os outros estão pensando?

Mas então um belo dia uma coisa chamada química faz o pólo de seu universo entrar em rotação, procurando o eixo que você acreditava que não existia.

E então você começa a pensar que aquilo é estranho demais pra você, que milhares de amigos passaram por sua vida e você jamais cogitou olhar para eles com olhos maliciosos.

Mas não é ai que as coisas mudam, você só percebe que o que sente é diferente quando começa a se sentir o rosto irrigar em um sangue ardente, sua cabeça baixar toda vez que encontra seus olhos nos dele, suas mãos suarem e tremer com sua presença.

E por um tempo o desequilíbrio de seu mundo ainda esta abalado, mas você já sente o pólo puxar inadequadamente para um lado que você não esperava.

E aí todas as ligações de carbono que a mantiveram viva, parecem estúpidas e arrogantes quando você percebe que somente aquela ligação, aquele único filete de sentimento é capaz de te levar do êxtase ao fundo profundo da rejeição.

E o medo dela a faz imaginar e sonhar, e o amor permanece guardado e mais, escondido em você, talvez porque a química não exista de verdade, ou talvez porque temos medo das combinações que elas podem causar.

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